Hoje estou em casa, doente, e aproveito para matar saudades. Escrever aqui mantinha-me sã. Entretanto muita coisa aconteceu:
- recebi o relatório médico do parto onde se pode ler, entre outras coisas, que a dilatação parou aos 5 dedos. ahahah! (confrontar por favor com a minha versão dos acontecimentos). bom! parece que eu não estive no acto médico! a contradição das escritas faz-me perguntar: e se eu tivesse feito uma queixa, como é que contra-argumentava em tribunal? a resposta a outra pergunta que fiz na altura ( a da idoneidade do autor do relatório) está respondida: não tem! foi a própria médica responsável pelo parto que fez o relatório. eu e o meu companheiro termos ouvido "8 dedos, 9 dedos, dilatação completa" foi uma alucinação!
- o meu filho teve otites (2) e na segunda recebeu antibiótico para se curar. humm. amamentado a peito, ainda hoje (eu sei, é esquisito) e em casa dos avós... afinal isto não era suposto ser mais do que suficiente para o gaiato não ficar enfermo?
- a saga da hiperplasia continua. umas vezes é muito provável que tenha a doença, outras vezes o mais provável é que não. a sra dra não se decide e lá continuamos nós, a ir à estefânia para picar o meu filho, tirar sangue e receber resultados inconclusivos. a única coisa definitiva é que a sra. doutora não recebeu a bolsa para a investigação que queria fazer sobre a variante benigna da doença com cortisol elevado... e o meu filho deixou de ser tão interessante...
- o meu filho não ía ver televisão até ter 1 ano. e noutro dia, aos 10 meses... não resisti. toma lá televisão a ver se te calas e adormeces que eu já estou cansada de te aturar... também tu, brutus! também eu!
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Passo a palavra
Este blog vai assumir o seu sleeping mode. Não tenho tempo. Peço desculpa. Com 8 horas de trabalho por dia (e estão a aumentar), um bebé de 8 meses que ainda não faz noites completas e uma série de responsabilidades (iguais às de toda a gente) não consigo organizar-me para escrever aqui. Há muita coisa para contar, para reclamar, mas sinto-me impotente face a esta instituição ridícula que é um dia só com 24 horas... E não tem livro de reclamações...
Hei-de voltar, em força e com novas peripécias, mas por enquanto, este blogue dormirá a sesta.
Obrigada a todos os que me leram! Passo a palavra a novas reivindicativas!!!
Hei-de voltar, em força e com novas peripécias, mas por enquanto, este blogue dormirá a sesta.
Obrigada a todos os que me leram! Passo a palavra a novas reivindicativas!!!
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Bebé novo, vida nova? e depressão pós parto no masculino
Sim, é redundante a expressão bebé novo. Sim, já sabemos que um bebé altera a vida toda. Sim, a mudança da casa foi por causa do filho - para estarmos mais perto dos avós. Mas é preciso mudar mesmo tudo? Acabo de aceitar uma nova proposta de emprego. Depois de anos a enviar curriculos, depois de meses a ir a entrevistas, depois de dias a achar que era desta... Agora que eu não estava a fazer nada para alterar este resto de constância que me sobrava - o emprego - fazem-me uma proposta irrecusável. Fui a uma entrevista que serviu apenas para que eu gostasse dos novos empregardores e não o contrário...Lá vou eu, a partir de Setembro, mudar de emprego, de linha do metro, de horário, ter que provar mérito, sair tarde e trabalhar à maluca. Tinha mesmo que ser agora?
E agora algo completamente diferente: Alguém tem um marido com depressão pós-parto? Aceitam-se trocas que eu já não aguento o meu!!! Agora a sério, eles também sofrem com isto ou é só o meu que anda obcecado?
E agora algo completamente diferente: Alguém tem um marido com depressão pós-parto? Aceitam-se trocas que eu já não aguento o meu!!! Agora a sério, eles também sofrem com isto ou é só o meu que anda obcecado?
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Crocs ou coques?
O meu filho pesa 7 quilos mas cada vez que o tiro do carro pesa 14! Podem inventar umas coques mais levezinhas? O peso das cadeirinhas de transportar bebés é coisa que toda a gente se queixa! E há poucos dias comprei umas Crocs! Desde então os meus pés andam protegidos, confortáveis e quase sem pesos extra! Vou escrever à Crocs a pedir para inventarem uma Coque. E aposto que vão ficar ricos (ainda mais!).
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Pequenos sentimentos
As crianças são surpreendentes. O inato é enorme nelas. Ou então andam a ficar espertos depressa. A primeira vez que o meu filho ficou com os avós e sem mim, tinha quase três meses. Eu tinha obras para fazer em casa e ele passou a tarde na casa dos avós. Quando o fui buscar estava diferente. Não sorriu para mim como já costumava fazer e durante o caminho todo insistiu em não olhar para mim, ao contrário do que era habitual quando íamos de carro a algum lado. Quando contei isto era, supostamente, imaginação minha que ele era “muito pequenino para ter sentimentos”...
Preparámos o meu regresso ao trabalho como pudémos. Passamos a maioria dos fins-de-semana junto aos meus sogros, para que o meu filho fosse ficando com eles, a fim de se habituar. Correu sempre tudo bem, todos os dias. Os meus sogros tinham uma alegria imensa e constante em ficar com o bebé e ele retribuia. Houve tardes inteiras em que estiveram só os três e correu sempre tudo bem.
A minha primeira semana de trabalho passou-se sem dificuldades. O meu marido ficou de férias para fazer a transição semanal. Todos os dias da semana foram para lá e tudo correu bem. Na verdade, na casa dos meus sogros tudo continua a correr bem. O meu filho é que está claramente zangado comigo, por eu o deixar tanto tempo sem mim. Quando eu regresso a casa para o ir buscar, começa a chorar. Parece que se lembra que eu o deixei por muito tempo. Lá o consigo acalmar e depois de mamar, fica tudo bem... até ser hora de deitar.
Quando chega o sono, é um filme. Ele percebe que está a adormecer e não quer. Acho que associa o sono dele à minha ausência. Ontem foi exasperante. Só dormia ao meu colo. Assim que o colocava na cama acordava aos berros. Não queria dormir ao colo do pai e olhava para ele com um ar estranho. Já estávamos os dois a desesperar quando finalmente, e ao colo do pai, apagou. Supostamente ía dormir às nove e esta tourada durou até à meia-noite. Acordou às 4 para comer (é costume) e às 6 da manhã, com um bocadinho de luz no quarto, acordou para brincar (é costume).
Estava super bem disposto até lhe chegar o sono outra vez, por volta das 8h00. Seguiu-se mais uma hora de choro contínuo, em que eu e o pai íamos trocando a sua companhia, para nos conseguirmos arranjar para sair. Finalmente, adormeceu e, mais uma vez, quando acordou estava em casa dos avós. Refilão, rabujento e à procura de maminha. Mas isto dele estar zangado comigo, deve ser impressão minha. Afinal, “ele é muito pequenino para ter desses sentimentos”...
Preparámos o meu regresso ao trabalho como pudémos. Passamos a maioria dos fins-de-semana junto aos meus sogros, para que o meu filho fosse ficando com eles, a fim de se habituar. Correu sempre tudo bem, todos os dias. Os meus sogros tinham uma alegria imensa e constante em ficar com o bebé e ele retribuia. Houve tardes inteiras em que estiveram só os três e correu sempre tudo bem.
A minha primeira semana de trabalho passou-se sem dificuldades. O meu marido ficou de férias para fazer a transição semanal. Todos os dias da semana foram para lá e tudo correu bem. Na verdade, na casa dos meus sogros tudo continua a correr bem. O meu filho é que está claramente zangado comigo, por eu o deixar tanto tempo sem mim. Quando eu regresso a casa para o ir buscar, começa a chorar. Parece que se lembra que eu o deixei por muito tempo. Lá o consigo acalmar e depois de mamar, fica tudo bem... até ser hora de deitar.
Quando chega o sono, é um filme. Ele percebe que está a adormecer e não quer. Acho que associa o sono dele à minha ausência. Ontem foi exasperante. Só dormia ao meu colo. Assim que o colocava na cama acordava aos berros. Não queria dormir ao colo do pai e olhava para ele com um ar estranho. Já estávamos os dois a desesperar quando finalmente, e ao colo do pai, apagou. Supostamente ía dormir às nove e esta tourada durou até à meia-noite. Acordou às 4 para comer (é costume) e às 6 da manhã, com um bocadinho de luz no quarto, acordou para brincar (é costume).
Estava super bem disposto até lhe chegar o sono outra vez, por volta das 8h00. Seguiu-se mais uma hora de choro contínuo, em que eu e o pai íamos trocando a sua companhia, para nos conseguirmos arranjar para sair. Finalmente, adormeceu e, mais uma vez, quando acordou estava em casa dos avós. Refilão, rabujento e à procura de maminha. Mas isto dele estar zangado comigo, deve ser impressão minha. Afinal, “ele é muito pequenino para ter desses sentimentos”...
sábado, 14 de junho de 2008
Cinco meses
Segunda-feira regresso ao trabalho. Segunda-feira vou passar a maior parte do dia sem o meu filho. Segunda-feira vou chegar a casa ainda mais cansada. E, de agora em diante, suponho que os dias se repitam assim. No início desta nova fase o meu filho:
- já come sopa, desde que tenha cebola
- não gosta de puré de maçã
- continua a mamar desalmadamente
- adora estar sentado mas ainda não o consegue fazer sem apoio
- nunca dormiu uma noite completa
- palra muito e gosta de música
- agarra as coisas e leva-as sempre à boca
- tem um sorriso que me deixa toda derretida
Os miminhos que me dá vão ser transferidos para os avós, durante uns tempos. Sei que fica bem entregue. Mesmo assim, ando ansiosa com a ideia da separação. E isto nem parece uma coisa minha. Afinal, transformei-me numa mãe galinha...
- já come sopa, desde que tenha cebola
- não gosta de puré de maçã
- continua a mamar desalmadamente
- adora estar sentado mas ainda não o consegue fazer sem apoio
- nunca dormiu uma noite completa
- palra muito e gosta de música
- agarra as coisas e leva-as sempre à boca
- tem um sorriso que me deixa toda derretida
Os miminhos que me dá vão ser transferidos para os avós, durante uns tempos. Sei que fica bem entregue. Mesmo assim, ando ansiosa com a ideia da separação. E isto nem parece uma coisa minha. Afinal, transformei-me numa mãe galinha...
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Blogues da solidão
Hoje mudo um bocadinho o tema, porque ontem vi na SIC uma parte de um debate sobre a internet e a blogosfera. Fiquei chocada com o que o Francisco Moita Flores, que eu até tinha em boa conta, teve a lata de dizer. Segundo ele os blogues demonstram uma enorme solidão do seu autor. Sobretudo, os blogues de diários. A generalização é sempre má. Mas esta é muito arrogante.
As motivações de quem escreve só as pode explicar quem escreve. E se a mim me faz alguma confusão a exposição da vida privada - mostrar fotografias e falar com detalhe de intimidades (sobretudo quando se trata de filhos) - a verdade é que a maioria dos blogues que consulto me são úteis. Uns porque são excelentes do ponto de vista literário, outros porque dão informação importante sobre procedimentos a tomar junto de instituições ou situações específicas, uns porque me fazem rir, outros porque me emocionam. E, muito importante, porque na blogosfera e para quase todos os assuntos encontram-se pensadores que não estão condicionados, que vão às vezes muito além do que os cronistas e os comentadores oficiais fazem. Temos medo de perder o poleiro, é? Ou quem não é remunerado por expressar publicamente as suas ideias não tem direito a ser considerado?
FMF se me estás a ler, queria só dizer-te que escrevo este blogue porque a net, ainda assim, é o meio de expressão mais livre que conheço. Porque o medo de ser mal atendida num hospital levou-me a não fazer uma reclamação no livro amarelo. Porque descobri aqui uma forma de exercer a minha cidadania, de fazer política, um bocadinho ao lado dos canais habituais que, como deves reconhecer, andam com os pés e as mãos atadas. E de repente os meus textos tornaram-se úteis a alguém e os meus pedidos de ajuda foram atendidos.
As motivações de quem escreve só as pode explicar quem escreve. E se a mim me faz alguma confusão a exposição da vida privada - mostrar fotografias e falar com detalhe de intimidades (sobretudo quando se trata de filhos) - a verdade é que a maioria dos blogues que consulto me são úteis. Uns porque são excelentes do ponto de vista literário, outros porque dão informação importante sobre procedimentos a tomar junto de instituições ou situações específicas, uns porque me fazem rir, outros porque me emocionam. E, muito importante, porque na blogosfera e para quase todos os assuntos encontram-se pensadores que não estão condicionados, que vão às vezes muito além do que os cronistas e os comentadores oficiais fazem. Temos medo de perder o poleiro, é? Ou quem não é remunerado por expressar publicamente as suas ideias não tem direito a ser considerado?
FMF se me estás a ler, queria só dizer-te que escrevo este blogue porque a net, ainda assim, é o meio de expressão mais livre que conheço. Porque o medo de ser mal atendida num hospital levou-me a não fazer uma reclamação no livro amarelo. Porque descobri aqui uma forma de exercer a minha cidadania, de fazer política, um bocadinho ao lado dos canais habituais que, como deves reconhecer, andam com os pés e as mãos atadas. E de repente os meus textos tornaram-se úteis a alguém e os meus pedidos de ajuda foram atendidos.
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