E chegou o grande dia! Levantei-me às 6h00. Acordei o meu filho pouco depois. Saímos de casa à chuva. Enfrentámos a auto-estrada e a ponte, as ultrapassagens amalucadas de alguns condutores. Deslizámos entre pedragulhos caídos no meio das avenidas da cidade. Chegámos ao Hospital molhados, afogueados e atrasados. Entrámos no serviço de ambulatório. Eu pedi desculpa pelo meu atraso e respondi que sim, "o meu filho está em jejum, sem comer desde as 3h00." Já eram 9h00... Eu estava ansiosa pelo exame que definiria conclusivamente se o meu filho sofre ou não da maldita hiperplasia da supra renal.
E depois de tudo isto, de ter pedido o dia porque o exame dura imenso tempo, de corrermos, de aumentarmos as possiblidades de uma constipação vêm dizer-me... que... "hoje não pode ser feita a Prova de Sinacten, porque a farmácia não tem os componentes químicos do exame." Brilhante organização, é o que eu tenho a dizer do Hospital Dona Estefânia, porque:
-deixou esgotar os reagentes de um exame médico que nunca é feito de urgência nem será muito frequente dado estarmos a falar de uma doença catalogada como raríssima!;
-não aprovisiona nem encomenda exames suficientes, não consulta a agenda do serviço de endocrinologia, nem o de ambulatório para conseguir as fórmulas necessárias a tempo;
-não consegue perceber sequer com um dia de antecedência que não há condições para realizar o exame de forma a avisar os pais;
- sacode as responsabilidades, na pessoa da enfermeira graduada...
Posto isto fui como de costume (ai!) fazer uma queixa, onde, depois de expor a situação, pedi o favor de não me responderem com a inimputabilidade do Hospital... como tem sido costume responderem-me sempre que perdem o processo do meu filho, não apresentam os resultados das análises no dia da consulta ou nos deixam horas plantados à espera de um sr. doutor... E não me respondam que houve uma emergência! Isso é um Hospital! A emergência faz parte da rotina!
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Desejos para o futuro
Aos onze meses o meu filho começou a querer comer sozinho. Às vezes acerta na boca, outras vezes na parede, no chão ou no tecto. Mas já não prescinde da colher a cada refeição que faz em casa. Quando fez isto pela primeira vez nem queria acreditar. Estava tão contente! Era sinal de que já se começa a safar sozinho. E isto deixou-me muito orgulhosa.
Depois de contar à minha irmã, ela respondeu-me: “Onde é que está o teu bebé? Quem é esse rapazinho que tens aí?” E o meu coração começou a palpitar doutra maneira. Quero que o meu filho cresça ou não quero? Quero! Mas o tempo podia passar mais devagar...
Pensei na independência. È o que eu mais quero para o meu filho. Que ele seja autónomo, independente e capaz de tudo, quanto mais cedo melhor. Não porque me dê menos trabalho a mim (acho que vou passar mais tempo a sarar feridas), mas porque a independência foi e é o meu caminho para a felicidade. Não acredito na protecção exagerada das crianças e acho mesmo que cair dói mas é bom, porque aprendemos a não cair tão mal. Creio que crianças super protegidas se tornam amorfas e cínicas, porque não precisam de fazer nada já que lhes cai tudo no colo.
Andava a pensar nisto quando visitei uma casa se acredita no contrário. O meu filho não pode levantar-se sozinho porque se pode magoar. E mesmo quando eu digo que o deixem não o deixam porque “o menino se pode aleijar. Olha a boquinha.” E se eu contasse que no último domingo ele já trepou um móvel bicudo até à janela? Suicidavam-se colectivamente, certo? Isto só me incomoda porque é a casa dos meus sogros e a neta deles é... pelo menos, uma criança amorfa. Não sei se é cínica, mas aos oito anos ainda não come sozinha...
Problema: eu gosto muito dos meus sogros e até hoje só tive palavras boas para eles. Mas esta diferença abissal entre o que eu creio ser bom para os pequenos e o que eles pensam começa a ser demasiado grande. Ando a pensar numa creche mais cedo do que estava programado... E vou assim abrir a época das hostilidades.
Ou engulo um grande sapo?
Feliz 2009, ahahahah!
Depois de contar à minha irmã, ela respondeu-me: “Onde é que está o teu bebé? Quem é esse rapazinho que tens aí?” E o meu coração começou a palpitar doutra maneira. Quero que o meu filho cresça ou não quero? Quero! Mas o tempo podia passar mais devagar...
Pensei na independência. È o que eu mais quero para o meu filho. Que ele seja autónomo, independente e capaz de tudo, quanto mais cedo melhor. Não porque me dê menos trabalho a mim (acho que vou passar mais tempo a sarar feridas), mas porque a independência foi e é o meu caminho para a felicidade. Não acredito na protecção exagerada das crianças e acho mesmo que cair dói mas é bom, porque aprendemos a não cair tão mal. Creio que crianças super protegidas se tornam amorfas e cínicas, porque não precisam de fazer nada já que lhes cai tudo no colo.
Andava a pensar nisto quando visitei uma casa se acredita no contrário. O meu filho não pode levantar-se sozinho porque se pode magoar. E mesmo quando eu digo que o deixem não o deixam porque “o menino se pode aleijar. Olha a boquinha.” E se eu contasse que no último domingo ele já trepou um móvel bicudo até à janela? Suicidavam-se colectivamente, certo? Isto só me incomoda porque é a casa dos meus sogros e a neta deles é... pelo menos, uma criança amorfa. Não sei se é cínica, mas aos oito anos ainda não come sozinha...
Problema: eu gosto muito dos meus sogros e até hoje só tive palavras boas para eles. Mas esta diferença abissal entre o que eu creio ser bom para os pequenos e o que eles pensam começa a ser demasiado grande. Ando a pensar numa creche mais cedo do que estava programado... E vou assim abrir a época das hostilidades.
Ou engulo um grande sapo?
Feliz 2009, ahahahah!
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Creche com vagas
A creche Ribeiro Santos, na Almirante Reis de Lisboa, ainda tem vagas para o berçário. Ligaram-me de lá, na semana passada, a avisar que as crianças ainda podiam ser inscritas. Aliás, o fundamental da comunicação era que a mensalidade tinha baixado. "Encontrámos uma forma, mesmo sem o apoio da Segurança Social, de indexar o valor da mensalidade ao do rendimento do agregado familiar." Boa!
E agora a fatal pergunta: e ter pensado nesse mecanismo ainda antes de perceberem que não conseguiam completar os 8 ou 12 lugares? É que ouvir que a prestação é de 300 e tal euros fez-me pensar: "mas...vamos alugar uma casa para o miúdo?"
E agora a fatal pergunta: e ter pensado nesse mecanismo ainda antes de perceberem que não conseguiam completar os 8 ou 12 lugares? É que ouvir que a prestação é de 300 e tal euros fez-me pensar: "mas...vamos alugar uma casa para o miúdo?"
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
contradições
Hoje estou em casa, doente, e aproveito para matar saudades. Escrever aqui mantinha-me sã. Entretanto muita coisa aconteceu:
- recebi o relatório médico do parto onde se pode ler, entre outras coisas, que a dilatação parou aos 5 dedos. ahahah! (confrontar por favor com a minha versão dos acontecimentos). bom! parece que eu não estive no acto médico! a contradição das escritas faz-me perguntar: e se eu tivesse feito uma queixa, como é que contra-argumentava em tribunal? a resposta a outra pergunta que fiz na altura ( a da idoneidade do autor do relatório) está respondida: não tem! foi a própria médica responsável pelo parto que fez o relatório. eu e o meu companheiro termos ouvido "8 dedos, 9 dedos, dilatação completa" foi uma alucinação!
- o meu filho teve otites (2) e na segunda recebeu antibiótico para se curar. humm. amamentado a peito, ainda hoje (eu sei, é esquisito) e em casa dos avós... afinal isto não era suposto ser mais do que suficiente para o gaiato não ficar enfermo?
- a saga da hiperplasia continua. umas vezes é muito provável que tenha a doença, outras vezes o mais provável é que não. a sra dra não se decide e lá continuamos nós, a ir à estefânia para picar o meu filho, tirar sangue e receber resultados inconclusivos. a única coisa definitiva é que a sra. doutora não recebeu a bolsa para a investigação que queria fazer sobre a variante benigna da doença com cortisol elevado... e o meu filho deixou de ser tão interessante...
- o meu filho não ía ver televisão até ter 1 ano. e noutro dia, aos 10 meses... não resisti. toma lá televisão a ver se te calas e adormeces que eu já estou cansada de te aturar... também tu, brutus! também eu!
- recebi o relatório médico do parto onde se pode ler, entre outras coisas, que a dilatação parou aos 5 dedos. ahahah! (confrontar por favor com a minha versão dos acontecimentos). bom! parece que eu não estive no acto médico! a contradição das escritas faz-me perguntar: e se eu tivesse feito uma queixa, como é que contra-argumentava em tribunal? a resposta a outra pergunta que fiz na altura ( a da idoneidade do autor do relatório) está respondida: não tem! foi a própria médica responsável pelo parto que fez o relatório. eu e o meu companheiro termos ouvido "8 dedos, 9 dedos, dilatação completa" foi uma alucinação!
- o meu filho teve otites (2) e na segunda recebeu antibiótico para se curar. humm. amamentado a peito, ainda hoje (eu sei, é esquisito) e em casa dos avós... afinal isto não era suposto ser mais do que suficiente para o gaiato não ficar enfermo?
- a saga da hiperplasia continua. umas vezes é muito provável que tenha a doença, outras vezes o mais provável é que não. a sra dra não se decide e lá continuamos nós, a ir à estefânia para picar o meu filho, tirar sangue e receber resultados inconclusivos. a única coisa definitiva é que a sra. doutora não recebeu a bolsa para a investigação que queria fazer sobre a variante benigna da doença com cortisol elevado... e o meu filho deixou de ser tão interessante...
- o meu filho não ía ver televisão até ter 1 ano. e noutro dia, aos 10 meses... não resisti. toma lá televisão a ver se te calas e adormeces que eu já estou cansada de te aturar... também tu, brutus! também eu!
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Passo a palavra
Este blog vai assumir o seu sleeping mode. Não tenho tempo. Peço desculpa. Com 8 horas de trabalho por dia (e estão a aumentar), um bebé de 8 meses que ainda não faz noites completas e uma série de responsabilidades (iguais às de toda a gente) não consigo organizar-me para escrever aqui. Há muita coisa para contar, para reclamar, mas sinto-me impotente face a esta instituição ridícula que é um dia só com 24 horas... E não tem livro de reclamações...
Hei-de voltar, em força e com novas peripécias, mas por enquanto, este blogue dormirá a sesta.
Obrigada a todos os que me leram! Passo a palavra a novas reivindicativas!!!
Hei-de voltar, em força e com novas peripécias, mas por enquanto, este blogue dormirá a sesta.
Obrigada a todos os que me leram! Passo a palavra a novas reivindicativas!!!
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Bebé novo, vida nova? e depressão pós parto no masculino
Sim, é redundante a expressão bebé novo. Sim, já sabemos que um bebé altera a vida toda. Sim, a mudança da casa foi por causa do filho - para estarmos mais perto dos avós. Mas é preciso mudar mesmo tudo? Acabo de aceitar uma nova proposta de emprego. Depois de anos a enviar curriculos, depois de meses a ir a entrevistas, depois de dias a achar que era desta... Agora que eu não estava a fazer nada para alterar este resto de constância que me sobrava - o emprego - fazem-me uma proposta irrecusável. Fui a uma entrevista que serviu apenas para que eu gostasse dos novos empregardores e não o contrário...Lá vou eu, a partir de Setembro, mudar de emprego, de linha do metro, de horário, ter que provar mérito, sair tarde e trabalhar à maluca. Tinha mesmo que ser agora?
E agora algo completamente diferente: Alguém tem um marido com depressão pós-parto? Aceitam-se trocas que eu já não aguento o meu!!! Agora a sério, eles também sofrem com isto ou é só o meu que anda obcecado?
E agora algo completamente diferente: Alguém tem um marido com depressão pós-parto? Aceitam-se trocas que eu já não aguento o meu!!! Agora a sério, eles também sofrem com isto ou é só o meu que anda obcecado?
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Crocs ou coques?
O meu filho pesa 7 quilos mas cada vez que o tiro do carro pesa 14! Podem inventar umas coques mais levezinhas? O peso das cadeirinhas de transportar bebés é coisa que toda a gente se queixa! E há poucos dias comprei umas Crocs! Desde então os meus pés andam protegidos, confortáveis e quase sem pesos extra! Vou escrever à Crocs a pedir para inventarem uma Coque. E aposto que vão ficar ricos (ainda mais!).
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