sexta-feira, 24 de abril de 2009

Contar a liberdade


Numa visita à livraria, encontrei este livro quando andava à procura de outro, da mesma autora, mas de poesia. História de uma flor é um encontro feliz entre a velhinha Matilde Rosa Araújo e o João Fazenda. Ela escreve o texto em prosa, ele ilustra com o traço tão especial que tem (eu sou fã de Um Saltinho a Lisboa, mesmo antes de pensar ter filhos...).
A história é a do 25 de Abril contada na perspectiva da flor: uma flor que vivia na sombra, mas que um lindo dia começou a apanhar sol, foi colhida e encontrou-se com outras flores iguais a si, todas muito contentes.
Não há uma única referência aos factos históricos. Mas a flor é um cravo vermelho e aparecem uns soldados com espingardas a fazer de jarras, todos contentes. Quem conhece a História pressente-a neste livro. E é bonito, apelativo, cheio de cor... Uma delícia para começar a contar a liberdade aos nossos pequenos!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Espalhem a notícia


Fundo IKEA Colabora
Queremos ajudar a construir um futuro melhor para as crianças em Portugal. Responsabilidade Social em PortugalA IKEA Portugal orgulha-se de lançar a primeira edição do Fundo IKEA Colabora, uma iniciativa destinada a proporcionar um melhor dia-a-dia para as crianças em Portugal. Esta iniciativa enquadra-se na política de responsabilidade social da IKEA a nível nacional, elegendo as crianças como o público-alvo de intervenção social da IKEA. Em que consiste o Fundo IKEA Colabora: O Fundo IKEA Colabora consiste num donativo, no montante de 50.000€, atribuído pela IKEA à entidade sem fins lucrativos que proponha desenvolver um projecto social que incida sobre a saúde, educação, situação económica de risco ou exclusão de crianças em Portugal. Constituem como critérios de avaliação das propostas apresentadas, o impacto social, a sustentabilidade e a originalidade e criatividade do projecto.


Mais informações em www.ikea.pt

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Peixe música



O primeiro concerto a que o meu filho assistiu foi mágico para todos nós. Às nove da manhã entrámos no Oceanário de Lisboa para ouvir música e ver o peixes a dançar. Já foi há muito tempo e temos vontade de repetir.


E a pedido da Pedradababy:

A música e a dança aliadas ao cenário de sonho e fantasia do aquário central, despertam as emoções, a imaginação e a criatividade. Haveria melhor forma de chegar a este público tão exigente e especial? Música, maestro!
Data e horário: Sábados, às 9.00 h
Destinatários: bebés até aos 3 anos
Preço: 25,00€/bebé e dois adultos.

O preço é carote mas inclui visita ao Oceanário todo!
www.oceanario.pt

domingo, 29 de março de 2009

O que andamos a ler...


A ler? Sim. Eu leio, o meu filho ri-se. Já pede esta história por meio de gestos. Gestos que faço quando lhe leio o livro. "O Cuquedo é muito assustador" mas, para lá da personagem misteriosa, o livro é de chorar a rir. A narrativa com repetição e acrescentos é fácil de ler, de decorar a ajuda os adultos a inventarem vozes e coreografias. Obrigada, Rita, por esta oferta que está cada vez mais interessante! Desde que o começámos a ler, há quase um ano atrás, a história está cada vez melhor para o meu filho, para o meu sobrinho e, claro, para mim!

quinta-feira, 26 de março de 2009

Muito boas notícias

A boa nova chegou por telefone: o meu filho não tem Hiperplasia da Supra-renal!!!!! Muito boa notícia, sem dúvida. Ao telefone fiquei a saber que o meu filho é heterozigótico, ou seja, um dos zigotos que faz um par num gene tem uma mutação. Mas como o outro zigoto é normal, à partida, o meu filho também é normal. Não tem uma doença crónica. Ufa! Depois de um ano assustados, podemos descansar em relação a isto, disse-me a médica ao telefone.
“E ao telefone porquê?”, perguntam vocês. Porque depois de no dia 15 de Janeiro, não se ter realizado a prova de sinacten, por incapacidade do Hospital Dona Estefânia em fazer provisão dos reagentes, fomos lá no dia 13 de Fevereiro e a consulta, marcada originalmente para 12 dias depois do exame inicial, passou para... Junho! É claro que me passei, agarrei no telefone e não descansei antes de saber o resultado do exame. Adiante...
Quase a fazer 15 meses, o meu rapaz tem muitas novidades:
- anda desde os 14 meses, mas de manhã, às vezes, esquece-se.
- sabe onde tem os pés, as pernas, as mãos, a barriga, as maminhas, o cabelo.
- gosta muito quando eu pinto as unhas de vermelho e acha que são para comer.
- diz mamã, papá, avó e cão. E cão serve para tudo: para o cão e para o urso de peluche, para o chão, para os carros. Diz papato para pato e sapato.
- adora massa e adora peixe. Come maçã à dentada. E bróculos em raminhos.
- isto porque tem quatro dentes...

segunda-feira, 16 de março de 2009

Matámos todos a criança

Hoje dou por mim chocada a ouvir a história da criança morta em Aveiro pelo esquecimento do pai. Não sei o que pensar do pai.
Um pouco antes tinha ouvido a história da sexta-feira passada, de uma empresa maioritariamente composta por mulheres em que as próprias mulheres dizem que ter filhos não é argumento para sair às sete ou às oito. Note-se que se começa a trabalhar às 10h00...
Que raio de sociedade é esta?
Um pai não se lembra do filho no banco traseiro pela mesma razão que aquelas mães ficam a mostrar que trabalham até tarde. Pela importância que se dá ao trabalho. Pela prioridade face a tudo que o trabalho tem nas nossas vidas. E sim, eu preciso de trabalhar. E sim, eu faço serões quando é preciso. Mas limito ao máximo esses dias. Organizo o meu dia e trabalho muito. Desde que sou mãe trabalhadora que não perco tempo a fingir que trabalho ou em conversetas de bastidores. Renuncio militantemente às horas extraordinárias para estar com o meu filho.
Que raio de empresa é esta que pensa (enquanto pessoa colectiva pode pensar, certo?) que a vida privada não pode afectar os colaboradores?
E quem somos nós afinal, para andarmos tão atarefados, tão preocupados, tão sonâmbulos que não ouvimos uma criança de 9 meses a chorar, fechada dentro de um carro estacionado no meio da rua?
Se eu me esquecer do meu filho no banco de trás, por favor partam a janela!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Uma pergunta para a hierarquia da Igreja:

Qual é o melhor contexto para criar uma criança?

Um casamento gay
Um casamento entre um muçulmano e uma portuguesa
Um casamento entre dois católicos
Ou
Um marido que bate no marido
Um marido que bate na mulher
Uma mulher que bate no marido
Uma mulher que bate na mulher
Ou
Um casamento feliz
Um casamento tortuoso