terça-feira, 29 de setembro de 2009
2ª semana na creche
Eu é que choraminguei quando o fui buscar à hora que hei-de ir todos os dias. Eram umas 18.30 e ele era o único que restava da turma. Estava sentado a um canto, sozinho, no refeitório. E eu é que choraminguei.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Educar os meninos? Pode pagar aqui!
A minha amiga H gasta 450 euros por mês, com a educação de 2 filhas. A mais velha vai à escola pública, mas tem o ATL para pagar, que por sinal nem é um ATL porque na área de residência da família não há ATLs que cheguem. A mais nova também frequenta uma IPSS e paga um balúrdio porque as mais valias da venda de uma casa são contempladas como rendimento... apesar deles se terem mudado para uma casa mais pequena e mais barata que podem pagar com mais facilidade.
A Assistente Social da creche do X, disse-me que tem um filho de 5 anos que frequenta um pré-escolar público e que por causa da alimentação e da ocupação das horas não lectivas paga mais de 130 euros, a taxa máxima...
Ensino tendencialmente gratuito?
Incentivos à natalidade?
Abono de família?
Por favor não me falem destas coisas brevemente. Nem de políticos!
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Vou já ter 6 ou 7 filhos, sr. Sócrates!
A notícia já tem alguns dias mas só neste fim-de-semana é que tomei atenção à história. O nosso querido Partido Socialista apresentou uma conta-poupança bebé de uns fantásticos 200 euros de depósito inicial. A revista Sábado fez as contas e a capitalização soma mais 252 euros, o que significa quando os bebés atingirem a maioridade podem levantar 452 euros!! “Ena pá! Bué dinheiro,” dirão eles? Acho que nem isso, já que 1 euro serve, cada dia, progressivamente para menos...
Esta medida inscreve-se no programa socialista, que supostamente se realizará se o PS ganhar as próximas eleições legislativas. Segundo se lê no 24 horas, «o valor curto pode ser compensado de outra forma: esta conta-poupança futuro pode ser reforçada pela família ao longo dos anos de escolaridade obrigatória. À semelhança das contas-poupança reforma, estes reforços vão beneficiar de regimes fiscais favoráveis." Os socialistas apontam quatro "vantagens": "incentiva a conclusão do ensino obrigatório", "a criação de hábitos de poupança", "permite que o jovem se possa autonomizar" e é uma "medida de apoio à natalidade", enumerou Tiago Silveira.»
AH!AHH!AHAHAA!AHH!HA!AHAHAHAHAHAH!AHAH!HHAAAAAH!!!!!!
Eu já tinha a teoria preparada mas encontrei uma reacção que parece minha, ora vejam: «É no fundo uma proposta para entregar 200 euros à banca, angariando clientes logo à nascença, quando as verdadeiras razões para a baixa da natalidade estão no facto de as pessoas terem salários baixos, estarem precárias no seu emprego e não terem certeza quanto ao seu futuro e de terem dificuldade nas condições de acesso, por exemplo, à habitação», disse o líder da bancada parlamentar comunista, Bernardino Soares.
Eu acrescentaria ainda que não existe um sistema público de berçários e creches suficiente e que todos os níveis de escola + ocupação dos tempos livres são caríssimos e mesmo assim oferecem poucas condições aos nossos filhos... E que é difícil conseguir um emprego com períodos de trabalho e salário compatíveis com as exigências da maternidade e da paternidade.
(Esta prática – a de incentivar (obrigar?) o recurso aos bancos em qualquer situação– parece agora normal no governo/PS/Estado (?). Basta lembrar que para se aceder aos subsídios e deduções no IRS conferidos pela montagem de painéis solares para o aquecimento das águas domésticas é preciso recorrer ao banco... Mesmo que se tenha o dinheiro vivo. “Devemos olhar para o banco como uma loja,” disse-me o sr. da linha de atendimento... Mas isso é outra conversa, que este blogue é sobre bebés. Bom, bebés e afins.)
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Beber pelo copo

IKEA
quarta-feira, 29 de julho de 2009
O som da Fada Oriana

sexta-feira, 17 de julho de 2009
E ainda os pesos
Bom dia mana
Sempre vais para fora este fds?
O JD hoje acordou a perguntar por ti!
Ai ai ai!
Vou. Estamos a precisar de evasões destes filmes lisboetas...
Mas o JD pode vir connosco! Deixas?
Por acaso devia ser giro… os miúdos começarem a passar uns diazitos juntos... mas ainda não consigo... não estou tempo nenhum com ele... pelo menos os fins de semana!
Parabens atrasados pelo ano e meio do X! Como é que ele está?
Explica-me: a avó disse-me que foste com ele ao médico e que estava com menos meio quilo do que devia?
E de resto: o que disse o médico?
Está bom. É a história dos percentis sabes? Desceu do 25 para o 10. Eu acho é que os outros miúdos são todos gordíssimos... O que nos disseram é que ele está saudável e esperto. Que o emagrecer é normal, porque agora não pára quieto. E que o “problema” é que nós não cometemos erros alimentares. A conversa de ontem era muito em torno disso:
Dão doces ao X?
Só Ceralac!
E bolachas?
Muito de vez em quando!
Come sopa ao jantar?
E ao almoço!
Além da sopa, o prato deve ter sempre legumes!
Sim, sr enfermeiro, o meu filho é esquisito e gosta de bróculos e alface!
Quando eu disse isto ele e a médica começaram a rir... como nós comemos de forma equilibrada, estamos abaixo do percentil. Pai e mãe tb. Conheces alguém com tão pouca barriga aos 39 anos?
E de desenvolvimento está perfeito. Eles nunca tinham ouvido que um miúdo desta idade a cantar... E disseram que aparentemente tem um vocabulário muito desenvolvido (com uma mãe gralha como eu é normal) e depois foi a onda das picas... andou o dia todo a mostrar o penso e pedir beijinhos.
Ah, é verdade! Já está vaidoso como o teu! Mostra os sapatos e os calções novos a toda a gente. Por sinal, é pequeno e magro mas os calções com peitilho vermelhos que o teu usou o verão passado já não lhe servem...
Então? Posso ir buscar o JD amanhã para ir connosco?
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Praia descansada ou +/-
por Vanda Marques, Publicado em 16 de Julho de 2009, em www.ionline.pt
Dois pediatras, uma nutricionista e um psicólogo dizem-lhe o que precisa saber para evitar problemas nos areais
(...)
Nunca nadar sozinhas É um regra de ouro: as crianças não podem ir à água sozinhas. “Mesmo que nadem bem, os adultos devem supervisioná-las. Uma criança em situações de pânico, como ser apanhada por uma corren-te, perde o controlo”, refere o pediatra Paulo Oom. Os pais também devem definir até onde as crianças podem ir. Água até à cintura, debaixo dos braços, mas perdê-las de vista nunca.
Medo da água A melhor forma de evitar que as crianças tenham medo da água é pô-las na natação. Caso isso não seja possível, a habituação ao mar deve ser gradual e nunca forçada. “Se as crianças presenciarem nos adultos atitudes tranquilas de confiança, terão uma postura mais confiante do que se forem forçadas a entrar pelo mar dentro e o seu terror for recebido com gargalhadas”, defende o pediatra Jorge Amil Dias.
Quando sair da água Arrancar as crianças da água pode ser um martírio. Mas enquanto os miúdos se sentirem confortáveis os pais podem deixá-los brincar. Só precisam de estar atentos aos arrepios e aos lábios ou dedos roxos. Assim que mudarem de cor está na hora do descanso. “Devem fazer uma pausa para recuperar a temperatura”, alerta Jorge Amil Dias. O regresso ao banho nunca deve ser um mergulho rápido, porque o choque térmico é perigoso e podem desmaiar.
Comer e tomar banho? O problema da paragem de digestão tem a ver com a quantidade de comida e principalmente com o choque térmico. Se os seus filhos fizerem um pequeno lanche, uma sanduíche ou um iogurte, podem ir logo para o banho, como explica o pediatra Jorge Amil Dias. “Umas sanduíches e um banho tranquilo sem grandes esforços físicos em água de temperatura amena não precisam de horas de intervalo.”
Protector solar Toda a gente sabe, mas vale sempre a pena repetir: evitar a praia das 12h às 16h. É nesta altura que o sol está mais intenso. O protector solar deve ser de ecrã total, de preferência factor 50, e deve ser posto 30 minutos antes da exposição ao sol. Como não é eterno, há que contrariar a preguiça e mesmo que as crianças barafustem deve-se aplicar o protector de duas em duas horas.
Chapéu? Sempre! Se tivéssemos de eleger a peça mais importante na moda de praia infantil, seria o chapéu. De preferência com pala, para proteger os olhos.É a arma mais eficaz contra os golpes de calor (cujos sintomas são cansaço, dores de cabeça e vómitos) e a insolação (que causa febre, vertigens e desidratação). “Quando têm o cabelo molhado não precisam de chapéu, mas assim que secar devem pô-lo”, diz Paulo Oom.
Óculos escuros Não é uma questão de estilo nem de moda, garantem os especialistas. Se ainda não comprou uns óculos de sol ao seu filho, trate disso este Verão. Não se assuste, mas as radiações solares aceleram o envelhecimento da retina e facilitam o desenvolvimento de cataratas. Assim, nada melhor que prevenir. “Quando há sol ou luminosidade intensa, os óculos aumentam o conforto e protegem os olhos”, refere Jorge Amil Dias.
A areia come-se? “Comer areia é saudável para as galinhas, não para as crianças!” O pediatra Jorge Amil Dias não tem dúvida: as crianças pequenas devem ser mantidas numa toalha de forma a evitar que peguem em areia e a levem à boca. “A ingestão de areia só por si não envolve risco especial, mas as impurezas e o lixo que a acompanha podem causar infecções e gastroenterites.”
Comichões A relação com a areia nem sempre é pacífica. Uns comem-na, outros não a suportam. Mas segundo o pediatra Paulo Oom são tudo fases transitórias. “Muitas vezes nas primeiras idas à praia as crianças fazem birras e não querem pôr o pé na areia. É normal e não vale a pena forçar. Com o hábito ultrapassam isso”, refere o pediatra. Mas Jorge Amil Dias indica que se têm comichões pode ser uma alergia, por isso fale com um médico.
Comida O lanche ideal
Pão de mistura com fiambre de peito de peru, fruta, um iogurte ou um sumo de laranja. Este é o lanche aconselhado pela nutricionista Eduarda Alves. Na praia, as crianças devem comer de três em três horas, porque gastam muitas energias. “Devem fazer um reforço do pequeno-almoço, com um lanche leve. Os fritos, por exemplo rissóis, são de evitar, pois dificultam a digestão.”
Beber muita água Numa manhã, as crianças devem beber água entre três e quatro vezes. Mesmo que não peçam, os pais têm de oferecer. Repetimos, oferecer. Não forçar. “A criança bebe água quando tem sede. Os refrigerantes não são uma boa opção, porque têm cafeína, que desidrata”, refere a nutricionista. A água gelada também é para esquecer. “A agua à temperatura ambiente hidrata tanto como a fresca e não há risco de ferir o esófago.”
Doces e gelados Verão rima com gelados, principalmente no mundo das crianças. Mas é preciso ter cuidado com o que se come na praia. A nutricionista aconselha gelados mais saudáveis, feitos à base de leite. Os que têm grande quantidade de açúcar dificultam a digestão. O Mini-Milk e o Epá são dois bons exemplos. E porque não levar gelatina? “É baixa em açúcar, mas continua a ser doce, e fresca”, refere Eduarda Alves.
Ponto de encontro Quando chegam à praia, os pais devem encontrar pontos de referência, junto ao guarda-sol. Em seguida devem escolher um local bem visível, como a torre de vigia dos nadadores-salvadores ou as escadas, para ponto de encontro caso se percam. “As praias, os aeroportos e as grandes superfícies são os locais onde mais crianças se perdem”, alerta o psicólogo Manuel Coutinho.
Roupa e identificação Quando escolher um fato de banho para os seus filhos, tente optar por um de cores fortes e fora do comum. É um truque para o distinguir no meio de uma multidão. Outro conselho do psicólogo Manuel Coutinho é comprar uma pulseira de identificação. Mas atenção, não pode ter o nome da criança. “Basta o número de telefone dos pais, sem nomes. Não vai querer que um estranho saiba o nome dos seus filhos e tente atraí-los.”
Lugar longe do sol As crianças têm um comportamento quase instintivo (e assumido como dado adquirido pelos pais que contactámos): quando se perdem, viram as costas ao Sol e seguem em frente. “É um bom truque para saber onde procurá-las”, diz o secretário-geral do Instituto de Apoio à Criança, Manuel Coutinho. Como ficam encadeadas, dirigem-se para onde têm mais visibilidade. Se pelo caminho encontrarem crianças, podem ficar aí.
Com quem devem falar Mesmo antes de chegarem à praia, as crianças devem saber a quem dirigir-se para pedir ajuda. “Em primeiro lugar estão os nadadores-salvadores. Se não os encon-trarem, os pais devem ensinar as crianças a pedir ajuda a uma mãe com crianças”, explica Manuel Coutinho. Há quem use outro truque, que é ter uma palavra de código, como “batata frita”, para ser mais fácil encontrarem-na. Mães há muitas.