Veleidade minha achar que de uma semana para a outra se podem mudar consultas com o médico de família. Ontem ao balcão do Centro de Saúde fiz o pedido. A consulta era para hoje, mas dava-me imenso mais jeito ir para a semana que vem porque vou estar de férias. A alminha que me atende diz que não. Eu pergunto se não se importa de confirmar no registo de consultas se há ou não vaga e não é que a criatura se recusa a olhar para o computador?
Bom, estou ao balcão porque tenho consulta marcada para mim já a seguir, por isso “deixa lá” penso eu “que já pergunto à médica se posso alterar a consulta ou não e já cá venho.” E é claro que há vaga e é claro que a médica diz que não lhe causa transtorno nenhum e, portanto, depois da minha consulta, enquanto são colocadas vinhetas nas credenciais de exames, explico que “a doutora autorizou a alteração.” Infelizmente, não estava lá a senhora que se recusou a trabalhar. Infelizmente também, eu não tinha mais tempo para gastar por ali. Fica prometido que, no dia 21 farei a devida reclamação.
E depois queixam-se que isto está mau e que o país não anda...
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Uma coisa que detesto:
presentes velhos para a caridade.
A sério! Não podem ao menos lavá-los antes de os entregarem aos pobrezinhos ou aos doentinhos?
A sério! Não podem ao menos lavá-los antes de os entregarem aos pobrezinhos ou aos doentinhos?
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Um Pacote De Passas
- Os parques da cidade arranjados por fim e limpos para sempre.
- Melhores horários para o 30, ò srs. da carris.
- A mesma creche muito mais solidária com os pais.
- As ruas sem cocós de cão.
- As betas caladas (porque não as consigo eliminar).
- Voltar a tocar viola.
- Ler mais e mais!
- Trabalhar menos horas por dia (eu adoro o que faço mas 6 horas está bom!)
- Contar todos os dias uma história.
- Acordar sempre de bom humor.
- Perder preconceitos.
- Ser mais humilde.
- Ser mais inteligente.
- Ver mais os meus amigos.
- Ir mais vezes ao cinema.
- A expansão da sensibilidade da nossa equipe médica ao Sistema Nacional de Saúde.
- Escolas de ensino integrado de música para mais crianças.
- Eleições antecipadas.
- A definição da utilização ou não do acordo ortográfico.
- Ver a saga do Padrinho e a da Guerra das Estrelas.
- Ter paciência...
- Ter paciência...
- Ter paciência...
- Melhores horários para o 30, ò srs. da carris.
- A mesma creche muito mais solidária com os pais.
- As ruas sem cocós de cão.
- As betas caladas (porque não as consigo eliminar).
- Voltar a tocar viola.
- Ler mais e mais!
- Trabalhar menos horas por dia (eu adoro o que faço mas 6 horas está bom!)
- Contar todos os dias uma história.
- Acordar sempre de bom humor.
- Perder preconceitos.
- Ser mais humilde.
- Ser mais inteligente.
- Ver mais os meus amigos.
- Ir mais vezes ao cinema.
- A expansão da sensibilidade da nossa equipe médica ao Sistema Nacional de Saúde.
- Escolas de ensino integrado de música para mais crianças.
- Eleições antecipadas.
- A definição da utilização ou não do acordo ortográfico.
- Ver a saga do Padrinho e a da Guerra das Estrelas.
- Ter paciência...
- Ter paciência...
- Ter paciência...
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Feliz Anhuca!
Queria fazer um post sobre o Natal em que explicaria que gosto mais do Natal do Jesus do que do Natal do Pai Natal. O do Jesus, porque é a história da família reunida, em vez da história do homem gordo que nos faz comprar presentes de forma desenfreada... mesmo se eu não sou católica.
E, sem dar conta, começamos a desejar Feliz Anhuca uns aos outros, comemos bacalhau e polvo, trocámos umas prendas e as que recebemos a mais acabaram por ter o destino decidido: vão para o Hospital Dona Estefânia. Isto foi a nossa consoada.
No dia de Natal viajámos de barco e comboio, vimos a restante família e comemos peru. E foi outra maravilha!
Daqui para a frente celebraremos o Dia de Anhuca, misturando as nossas raízes judias (sim, somos arrivistas e cristãos novos) com a nossa auto-ironia, comprando cada vez menos presentes (eu e o meu marido já não trocámos nada este ano) e dando os que sobram a alguém que tenha mesmo falta deles. E o Anhuca será o dia dos abraços e dos beijos, da comida farta e do bom vinho, e das canções que nos apetecer cantar no dia. Ou seja, só mais um dia como os restantes – mas com roupa gira e maquilhagem!
E, sem dar conta, começamos a desejar Feliz Anhuca uns aos outros, comemos bacalhau e polvo, trocámos umas prendas e as que recebemos a mais acabaram por ter o destino decidido: vão para o Hospital Dona Estefânia. Isto foi a nossa consoada.
No dia de Natal viajámos de barco e comboio, vimos a restante família e comemos peru. E foi outra maravilha!
Daqui para a frente celebraremos o Dia de Anhuca, misturando as nossas raízes judias (sim, somos arrivistas e cristãos novos) com a nossa auto-ironia, comprando cada vez menos presentes (eu e o meu marido já não trocámos nada este ano) e dando os que sobram a alguém que tenha mesmo falta deles. E o Anhuca será o dia dos abraços e dos beijos, da comida farta e do bom vinho, e das canções que nos apetecer cantar no dia. Ou seja, só mais um dia como os restantes – mas com roupa gira e maquilhagem!
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Dá para voltar a ser eu?
Quero a minha sensibilidade anterior! Quero a minha capacidade de auto-controlo de 2006 e antes! Quero o meu distanciamento aparente que me permitia ver as coisas mais esquisitas e permanecer com o rosto de cera!
Agora vejo um miúdo que nem é meu a cantar “Brilha, brilha lá no céu...” na festa de Natal da creche e... e... (até tenho vergonha) vêem-me as lágrimas aos olhos...
Agora vejo um miúdo que nem é meu a cantar “Brilha, brilha lá no céu...” na festa de Natal da creche e... e... (até tenho vergonha) vêem-me as lágrimas aos olhos...
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Da gripe A e da sua vacina preventiva
Este texto foi escrito antes da Gripe A ser declarada lá em casa. De qualquer forma, continuo a ter a mesma opinião, apesar de já não ter de vacinar o meu filho:
Verdade seja dita às vezes tenho medo de pensar como penso. A consequência disso pode ser não imunizar o meu filho contra uma praga, pode ser não lhe dar os melhores cuidados de saúde, não lhe dar lugar nas melhores escolas, não ter previsto condições para debelar uma doença só por pretender elaborar mais do que os comuns meus pares ou por querer não viver com o medo constante das coisas que podem ou não acontecer.
Com a gripe A e a sua vacina é o mesmo. E tento sistematizar aquilo que penso da seguinte forma:
1 – Acredito nas qualidades médicas da vacina.
2 – Acredito na raridade das reacções adversas.
3 – Acredito também na gravidade da doença, na exacta mesma medida que todas as outras gripes são, em casos e condições excepcionais, muito graves ou fatais.
4 – Acho ainda que como motor da economia mundial, num contexto de crise, as farmacêuticas e os Estados têm o legítimo direito de estimular o consumo de medicamentos...
Posto isto, e porque o meu filho felizmente é saudável, porque a nossa médica de família, feitas as perguntas certas, me disse que “nunca sabemos como ele vai reagir mas à partida tem todas as condições para se curar da gripe A e das outras”, decidimos não vacinar o X. Com medo, é certo, mas mesmo assim a preferir ter este medo da decisão consciente do que decidir igual aos outros por ter medo.
Verdade seja dita às vezes tenho medo de pensar como penso. A consequência disso pode ser não imunizar o meu filho contra uma praga, pode ser não lhe dar os melhores cuidados de saúde, não lhe dar lugar nas melhores escolas, não ter previsto condições para debelar uma doença só por pretender elaborar mais do que os comuns meus pares ou por querer não viver com o medo constante das coisas que podem ou não acontecer.
Com a gripe A e a sua vacina é o mesmo. E tento sistematizar aquilo que penso da seguinte forma:
1 – Acredito nas qualidades médicas da vacina.
2 – Acredito na raridade das reacções adversas.
3 – Acredito também na gravidade da doença, na exacta mesma medida que todas as outras gripes são, em casos e condições excepcionais, muito graves ou fatais.
4 – Acho ainda que como motor da economia mundial, num contexto de crise, as farmacêuticas e os Estados têm o legítimo direito de estimular o consumo de medicamentos...
Posto isto, e porque o meu filho felizmente é saudável, porque a nossa médica de família, feitas as perguntas certas, me disse que “nunca sabemos como ele vai reagir mas à partida tem todas as condições para se curar da gripe A e das outras”, decidimos não vacinar o X. Com medo, é certo, mas mesmo assim a preferir ter este medo da decisão consciente do que decidir igual aos outros por ter medo.
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