quarta-feira, 28 de abril de 2010

Sem TV

Dois dias na creche sem televisão no prolongamento. Dois dias porque uma educadora que não costuma ficar lá no último turno ficou.  E porque fez o evidente com os miúdos: plasticinas, teatrinhos, canções...
E honestamente, os miúdos pareciam mais felizes. E nenhum se mostrava aborrecido ou desesperado por se ir embora.

Tv para quê?

segunda-feira, 26 de abril de 2010

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Reflexões sobre a escola 3

Dar uma reguada para disciplinar felizmente, em Portugal, ainda não é apontado como solução. Mas no Texas... Ver a notícia no i.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Reflexões sobre a escola 2

Roger Shank deu na última edição da Sábado uma entrevista sobre a escola. É radical. Diz que as crianças devem aprender o que lhes apetece, chama coisa estúpida à matemática, diz que o Estado devia ter pouco a ver com os programas educativos de forma a não influenciar as mentes dos pequenos com histórias como o patriotismo.
Especialista em inteligência artificial, psicologia e computação diz ainda coisas mais terrenas, exequíveis e aplicáveis. A saber:
  • o grupo ideal de aprendizagem no ensino básico deve ser composto por 12 crianças.
  • não é adequado às crianças um modelo de ensino que as obriga a estar fechadas numa sala tantas horas.
Ler a entrevista na íntegra aqui.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Reflexões sobre a escola

Este senhor chama-se Daniel Pennac, ou melhor, este senhor assina os livros que escreve com esse nome. O último que li é especial. Chama-se Mágoas da Escola e descreve o seu percurso como mau aluno. A revolução na sua vida escolar foi feita por um bom professor. Um único, que teve a capacidade de salvar um rapaz quase disléxico na sua relação com a escola. Um único professor que o inspirou a tornar-se professor e também ele, com ideias firmes, se dedicou a salvar os "casos perdidos".  Eu acredito que ele tenha sido um bom professor, porque ainda hoje tem a memória muito viva do que foi ser criança e mau aluno.

Quando falamos da escola e do que ela deve ser, quando falamos dos professores e do que os deve inspirar, quando sonhamos a escola que queremos para os nossos filhos, quando permitimos que se façam reformas educativas sucessivas sem sucesso e nos perguntamos porquê, se calhar podemos olhar para este exemplo: simplesmente, lembrarmo-nos do que foi ser criança e como eram os professores que nos inspiravam realmente. Não é só uma questão para o estudo, é uma coisa que fica para a vida.

Os meus professores inspiradores foram:

Víctor Martins - Matemática - 5º Ano
Teresa Rebordão - Ciências da Natureza - 6º Ano
Escolástica - Português - 9º Ano (graças a ela li os Lusíadas como se fosse um romance)
Paula - filosofia - 10º Ano
Luísa Santos -  português - 10º e 11º Ano
Nelson Bernardo - filosofia - 11º Ano
Ângela Sebastião - português - 12º Ano