Não me lembro de não haver reformas educativas. A minha escola fez-se com e sem PGAs, sem e com provas globais, sem específicas mas com provas de acesso, fiz a 4ª classe e passei para o 5º ano, à Secundária ainda chamei Liceu, tive turmas de 35 e turmas de 12 alunos...
Não acredito que o projecto para o país não seja outro que a pobreza, porque nenhuma reforma do ensino feita até hoje resultou numa efectiva melhoria da compreensão dos portugueses.
Estamos melhor do que há 30 anos? Estamos. Em consequência exclusiva e directa do lugar geográfico que ocupamos.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Lindos os dias
Lindos os dias que me começam a contar histórias no pátio da escola dele. E todos os miúdos vêm para ouvir. E eu recebo um beijo de cada, quando me vou embora.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Uma mudançazinha de atitude
Abri a semana passada uma carta estranha. Vinha do Hospital Dona Estefânia e dizia que a minha reclamação estava a ser considerada. Era estranha, porque já não me lembrava da última reclamação formal que tinha feito. Confesso que depois de tantas vezes ter reclamado para ler depois um quase “ a senhora é parva? Não vê que isto é um hospital?” amainei a minha veia crítica, pelo menos a mais formal.
Por isso, quando esta semana recebi nova carta do Hospital dizendo que respondiam à minha queixa feita em blogue (esta) fiquei estupefacta. Mais ainda, quando adiante, explicavam de quem era a responsabilidade da informação mal dada. Milagre? Não sei, terei de ver o que acontece a próxima vez que for à Estefânia, mas creio que é uma mudançazinha de atitude, que vale a pena referir.
Será que começa a valer a pena reclamar? Acho que sim, até porque esta semana aconteceram mais coisas, que contarei adiante, que o confirmam.
Por isso, quando esta semana recebi nova carta do Hospital dizendo que respondiam à minha queixa feita em blogue (esta) fiquei estupefacta. Mais ainda, quando adiante, explicavam de quem era a responsabilidade da informação mal dada. Milagre? Não sei, terei de ver o que acontece a próxima vez que for à Estefânia, mas creio que é uma mudançazinha de atitude, que vale a pena referir.
Será que começa a valer a pena reclamar? Acho que sim, até porque esta semana aconteceram mais coisas, que contarei adiante, que o confirmam.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Adeus Matilde
Morreu hoje a autora maior da poesia infantil, Matilde Rosa Araújo.
Podem os bons parar de morrer, se faz favor?
Podem os bons parar de morrer, se faz favor?
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Os erros gramaticais de Saramago
Dizer que José Saramago cometia erros gramaticais é tão estúpido como dizer que Luís de Camões escrevia com erros ortográficos.
O que José Saramago fazia ao escrever não era alterar concordâncias entre sujeitos e predicados, falhar na coerência verbal ou utilizar de forma errada advérbios, conjunções, complementos, frases relativas. O que José Saramago alterou apenas na forma de escrever português foi a pontuação. Usava sim a vírgula como pausa maior do que aquilo a que nos ensinam na escola primária e não sinalizava as falas com aspas e travessões – usava a vírgula para marcar a pausa.
O que Luís de Camões fazia e que se encontra amiúde nos Lusíadas (oh! essa obra fundadora!) era sacrificar os processos habituais de criação de palavras do português, substituindo-os por fenómenos possíveis mas alternativos, em favor da métrica, criando palavras novas. É claro, como ainda não havia ortografia estabelecida do português (o 1º tratado é de 1576) pode argumentar-se muita coisa, mas numa breve história da língua consegue perceber-se o que era normal e o que não era.
Ah! O que Eça de Queirós fazia muito era utilizar palavras estrangeiras inexistentes em português adaptando-as ou, por vezes, nem isso. Lembram-se do spleen da época?
Temos todo o direito de não gostar de Saramago, do Camões ou de outro qualquer. Aliás, temos todo o direito de não gostar de nada. Mas vamos tentar ser minimamente inteligentes quando tornamos as nossas opiniões públicas. As coisas que tenho lido na blogosfera são assustadoras, sobretudo porque são publicadas por pessoas que escrevem e acham que escrevem bem. Revejam lá a gramática! Ah! E a semântica!
O que José Saramago fazia ao escrever não era alterar concordâncias entre sujeitos e predicados, falhar na coerência verbal ou utilizar de forma errada advérbios, conjunções, complementos, frases relativas. O que José Saramago alterou apenas na forma de escrever português foi a pontuação. Usava sim a vírgula como pausa maior do que aquilo a que nos ensinam na escola primária e não sinalizava as falas com aspas e travessões – usava a vírgula para marcar a pausa.
O que Luís de Camões fazia e que se encontra amiúde nos Lusíadas (oh! essa obra fundadora!) era sacrificar os processos habituais de criação de palavras do português, substituindo-os por fenómenos possíveis mas alternativos, em favor da métrica, criando palavras novas. É claro, como ainda não havia ortografia estabelecida do português (o 1º tratado é de 1576) pode argumentar-se muita coisa, mas numa breve história da língua consegue perceber-se o que era normal e o que não era.
Ah! O que Eça de Queirós fazia muito era utilizar palavras estrangeiras inexistentes em português adaptando-as ou, por vezes, nem isso. Lembram-se do spleen da época?
Temos todo o direito de não gostar de Saramago, do Camões ou de outro qualquer. Aliás, temos todo o direito de não gostar de nada. Mas vamos tentar ser minimamente inteligentes quando tornamos as nossas opiniões públicas. As coisas que tenho lido na blogosfera são assustadoras, sobretudo porque são publicadas por pessoas que escrevem e acham que escrevem bem. Revejam lá a gramática! Ah! E a semântica!
terça-feira, 29 de junho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Somos felizes?????
Somos 2 milhões de pobres. E somos felizes? Acordem! Acordem! Não chega termos uma linda família!
É preciso que a linda família possa crescer, se possa educar, possa modificar-se!
Quando alguém fica doente, a família fica com fome para ter dinheiro para os tratamentos. Quando temos um velho a cargo e ele fica acamado, é difícil tê-lo connosco e continuarmos a trabalhar. Quando chegam as férias não sabemos onde colocar as crianças ou gastamos demasiado dinheiro. Quando perdemos o emprego ficamos em pânico. Quando temos emprego trabalhamos horas a mais e ganhamos dinheiro de menos. Quando temos sorte temos emprego, a grande maioria agora tem recibo verde. Quando temos uma desavença não fazemos queixa em tribunal com medo das despesas. Quando vamos ao hospital temos que rezar para não sermos enxovalhados.
Somos felizes? Então porque é que anda tudo mal disposto?
Testemunho: eu não sou feliz! Há demasiadas coisas a funcionar mal no meu quotidiano que me limitam a felicidade. Sim, tenho uma linda família. Mas também tenho olhos! E andam bem abertos!
É preciso que a linda família possa crescer, se possa educar, possa modificar-se!
Quando alguém fica doente, a família fica com fome para ter dinheiro para os tratamentos. Quando temos um velho a cargo e ele fica acamado, é difícil tê-lo connosco e continuarmos a trabalhar. Quando chegam as férias não sabemos onde colocar as crianças ou gastamos demasiado dinheiro. Quando perdemos o emprego ficamos em pânico. Quando temos emprego trabalhamos horas a mais e ganhamos dinheiro de menos. Quando temos sorte temos emprego, a grande maioria agora tem recibo verde. Quando temos uma desavença não fazemos queixa em tribunal com medo das despesas. Quando vamos ao hospital temos que rezar para não sermos enxovalhados.
Somos felizes? Então porque é que anda tudo mal disposto?
Testemunho: eu não sou feliz! Há demasiadas coisas a funcionar mal no meu quotidiano que me limitam a felicidade. Sim, tenho uma linda família. Mas também tenho olhos! E andam bem abertos!
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