sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Um país pequenino
Somos um país pequenino. Choramos de emoção porque os mineiros do Chile chegam à superfície da Terra. Não me interpretem mal: ainda bem que os mineiros sobreviveram! Mas há coisas tão mais simples que nos podiam emocionar todos os dias, há coisas tão importantes que cada um podia fazer para melhorar a sua própria vida e não somos capazes sequer de as ver, quanto mais de nos emocionarmos com elas. Porque precisamos de heróis? Porque é que projectamos nos outros os grandes sentimentos e os nossos não chegam para pensar no próprio bem, quanto mais no bem comum?
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Um cão é um cão
E uma cadela é uma cadela. Esta veio ter connosco a Serpa, como um presente, no final de uma viagem. Tinha frio, estava magra e coxeava. Eu tomei conta dela até o meu amigo C, que a encontrou comigo, se decidir a ficar com ela no seu quintal. Esteve para se chamar outra coisa qualquer... mas ficou Sépia. Como o tom do seu pêlo e como muito do que nos une a mim, ao C e à P. Se virem esta cadela linda, que se perdeu outra vez, digam-lhe que temos saudades. Afinal um cão não é só um cão, é uma pessoa da nossa família.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
s/ título
Na tarde chuvosa, na noite precoce, dentro dos dias tristes e preocupados que vivemos, uma mãe sorri de cara aberta olhando para a sua filha gorda. A pequena não deve ter nove anos e a grande uns 40 muito cansados. Mas sorri, festeja o cabelo da filha, olha para o centro do seu mundo, feliz de a ter, orgulhosa de ela ser como é. Estão à porta da escola de música, aqui ao lado de casa.
E eu sem ver uma cena destas há tanto tempo, dou por mim no autocarro a olhar para fora, amoleço e sorrio, perco a cara endurecida pelos dias que vivemos e descubro, de novo, que é mesmo ali que há beleza e que é só assim que quero ser quando crescer.
E eu sem ver uma cena destas há tanto tempo, dou por mim no autocarro a olhar para fora, amoleço e sorrio, perco a cara endurecida pelos dias que vivemos e descubro, de novo, que é mesmo ali que há beleza e que é só assim que quero ser quando crescer.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Se eu mandasse
1. Não dizia que tinha um aperto no coração por tomar medidas que antes tinha chamado de inevitáveis.
2. Não dizia que tinha dormido mal por ter tomado medidas necessárias.
3. Reduzia o número de deputados.
4. Reduzia o número de acessores de cada ministro.
5. Reduzia no número de funcionários de cada gabinete do parlamento.
6. Reduzia o meu salário para um valor próximo do valor médio nacional.
7. Pedia aos meus parceiros políticos que fizessem o mesmo voluntariamente.
8. Ía no meu carro para o trabalho e colocava os quilómetros.
9. Diminuia o IVA de acordo com a região de origem. Se fossem de cá, eram taxados com um imposto de menor valor.
10. Pedia aos administradores das empresas públicas e das empresas com capitais públicos para reduzirem os seus salários, as suas ajudas de custo, e irem em carro próprio para o trabalho.
11. Se renovasse a frota das instituições públicas, faria-o com automóveis produzidos em Portugal ou com componentes feitos cá.
12. Vestia roupa portuguesa e calçava sapatos portugueses quando fosse ao estrangeiro.
13. Ía na TAP quando fosse ao estrangeiro, em vez de ir num jacto privado.
... to be continued
2. Não dizia que tinha dormido mal por ter tomado medidas necessárias.
3. Reduzia o número de deputados.
4. Reduzia o número de acessores de cada ministro.
5. Reduzia no número de funcionários de cada gabinete do parlamento.
6. Reduzia o meu salário para um valor próximo do valor médio nacional.
7. Pedia aos meus parceiros políticos que fizessem o mesmo voluntariamente.
8. Ía no meu carro para o trabalho e colocava os quilómetros.
9. Diminuia o IVA de acordo com a região de origem. Se fossem de cá, eram taxados com um imposto de menor valor.
10. Pedia aos administradores das empresas públicas e das empresas com capitais públicos para reduzirem os seus salários, as suas ajudas de custo, e irem em carro próprio para o trabalho.
11. Se renovasse a frota das instituições públicas, faria-o com automóveis produzidos em Portugal ou com componentes feitos cá.
12. Vestia roupa portuguesa e calçava sapatos portugueses quando fosse ao estrangeiro.
13. Ía na TAP quando fosse ao estrangeiro, em vez de ir num jacto privado.
... to be continued
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Acabemos com as etiquetas
No Pensamento Cruzado, da TSF, de ontem falou-se sobre a mentira das crianças. O bom da conversa tem o seu melhor numa frase dita assim:
"Nunca confundir o comportamento com a pessoa. Se eu digo tu és um grande mentiroso, eu estou a criar um papel para aquela criança que é o papel que ela passará a representar."
"Nunca confundir o comportamento com a pessoa. Se eu digo tu és um grande mentiroso, eu estou a criar um papel para aquela criança que é o papel que ela passará a representar."
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Uma forma de contar histórias...
...antes da escrita para todos. Mas tão eficaz que ainda hoje resulta. A exposição está no Museu de Arte Antiga e aos domingos de manhã é grátis.
PALAVRAS ANDARILHAS
vêm aí... só lá para Setembro. Mas dizem que vale a pena planear bem a ida. Mais informações aqui.
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