segunda-feira, 4 de abril de 2011

Rir é o melhor remédio

Aguardo serenamente a minha vez. Estou de pé na fila para marcar a ecografia. Não peço para passar à frente porque imagino que quem ali está também tem razões prioritárias. E depois aparece um homem que ignora a fila única e resolve colocar-se ao balcão "é só para levantar exames!" Eu explico que é a minha vez e ele diz-me que não me viu... E eu penso "tão pequenina que sou com a minha barriga de grávida e o meu metro e setenta..."

Apesar disto o tipo não sai do balcão eu ainda lhe pergunto se não se importa de me dar alguma privacidade, conceito que ele, afinal, desconhece. Bom, está bem, vamos lá marcar a ecografia com público de proximidade. Quando a senhora do consultório me pergunta se no dia tantos às tantas horas é conveniente para mim, não resisto. Viro-me para o homem e digo-lhe "Para mim é. E para si? Dá-lhe jeito a esta hora? Ah! Não vem comigo? Pensava que sim." O tipo ficou ofendidíssimo, mas foi uma maravilha ver o consultório inteiro a rir à gargalhadas. A gravidez tem destas coisas... uma pessoa às vezes supera-se.

terça-feira, 29 de março de 2011

De uma carta para o Luxemburgo

(...) O maior problema de Portugal são as pessoas que cá vivem, não são as instituições ou os políticos. Estes são só reflexo do egoísmo pátrio em que vivemos há séculos.

domingo, 27 de março de 2011

Obrigações

Hei-de obrigar os meus filhos a olhar para o tecto. Hei-de ensiná-los a não fazer nada. Hei-de ajudá-los a descobrir que é bom não ter ocupação de vez em quando. Hei-de de explicar-lhes que a poesia é o mais importante na vida, porque é inútil e não nos serve para outra coisa que para pensar.

terça-feira, 22 de março de 2011

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No mesmo dia em que perco um amigo, outro surge de onde não suspeitava. E é por isto (também) que a vida é uma beleza.

quarta-feira, 16 de março de 2011

O que andamos a ler...


Trouxe este livro de Tavira. O avô da minha melhor amiga morrera e eu herdei-lhe a pequena biblioteca. Pequena porque este e os outros livros que trouxe são infantis, mas são mais velhos que eu. Uns foram publicados em 1976, outros em 77, pela Plátano. É esta colecção que andamos a ler. Um ou dois livros cada noite, antes do X dormir. As histórias são simples, bonitas, divertidas. O X adora as lenga-lengas tradicionais, mas desta capa dizia "Quero a história do computador." Como é que lhe explico o que é uma máquina de escrever?  Não é preciso. A autora Inácia Fiorillo e o ilustrador Zé Paulo fazem-no muito melhor do que eu. A história é a de uma máquina que chora porque acha que já não sabe escrever, mas depois tudo se resolve. É tão bonita! Só é pena que já não esteja à venda nas livrarias.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Vai bem o país

Quando o nível da discussão política é :

- dizes isso porque nunca passaste por uma situação dificil.
- dizes isso porque podes. Tu tiveste muita sorte na vida.

é porque o país vai muito bem.

PODEMOS DISCUTIR IDEIAS?