terça-feira, 29 de outubro de 2013
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
No Dia da Alimentação, eu fui à escola
Eu sou gulosa. Mas quanto mais leio e escrevo sobre saúde, mais confirmo uma suspeita que tenho há muito tempo: a maioria das doenças tem origem na alimentação desequilibrada. Exemplos? Diabetes, hipertensão arterial, cancros vários, disfunção renal… mete medo.
(...)
Hoje é o Dia Mundial da Alimentação e foi este o pretexto para ir falar do açúcar na escola que os meus filhos frequentam.
(...)
Partilho aqui algumas das coisas que mais efeito surtiram entre os meninos e as meninas que me ouviram:
- “O açúcar faz mal aos dentes, mas se lavarmos muito bem os dentes não é muito grave. Mas alguém tem uma escova que lave a garganta, o estômago e os outros órgãos por onde passa o açúcar que comemos? Aí é que está o problema.”
A história completa podem lê-la em http://www.luxwoman.pt/dia-mundial-da-alimentacao/
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Hoje é o Dia Mundial da Alimentação e foi este o pretexto para ir falar do açúcar na escola que os meus filhos frequentam.
(...)
Partilho aqui algumas das coisas que mais efeito surtiram entre os meninos e as meninas que me ouviram:
- “O açúcar faz mal aos dentes, mas se lavarmos muito bem os dentes não é muito grave. Mas alguém tem uma escova que lave a garganta, o estômago e os outros órgãos por onde passa o açúcar que comemos? Aí é que está o problema.”
A história completa podem lê-la em http://www.luxwoman.pt/dia-mundial-da-alimentacao/
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Isaltino ou a sorte de um amor tranquilo
As pessoas fazem contas. As pessoas pagam os mesmos impostos que os vizinhos e têm uma vida melhor. As pessoas sabem, porque lhes dizem, que todos os políticos são corruptos, que a justiça não é cega e que a comunicação social serve interesses obscuros. As pessoas fazem as contas. As pessoas votam no que já conhecem e que sabem que resulta bem para a sua própria vida. De seguida ouvem os moralistas e os intelectuais ofendidos e surpreendidos. Só que os moralistas vivem em concelhos sem trabalho, com barracas… e eles não.
As pessoas fazem as contas, porque hoje são só as contas que interessam.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Reclamação construtiva
O meu filho X submeteu-se a vários exames auditivos no Hospital D. Estefânia, de acordo com prescrito anteriormente numa consulta de otorrinolaringologia, que duraram cerca de 10 minutos, depois de bastantes mais à espera de consulta, e com uma interrupção pelo meio. Tudo procedimentos normais dos quais não me queixo.
Queixo-me da sugestão para levar o X ao psicólogo feita pela técnica que estava a fazer os exames que, como referi acima, demoraram 10 minutos. A razão apontada: dificuldades de concentração.
O X tem 5 anos, é uma criança e não deveria ser preciso dizer mais nada. Mas eu digo: é uma criança normal, curiosa e que adorou o vosso laboratório de audiometria que tem auscultadores, luzes e maquinetas que ele nunca tinha visto!
Gostava de saber se parece razoável a alguém que uma técnica de audiometria possa fazer também uma avaliação psicológica e... em 10 minutos. Espero que quem receber esta reclamação perceba que não estou ofendida, na medida em que, felizmente, sei quem é o meu filho e confio plenamente nas avaliações que a escola que frequenta faz dele regularmente. Mas conheço alguns pais e profissionais de saúde para quem esta simples afirmação em contexto hospitalar iniciará facilmente um breve caminho até à hiperatividade, ao deficit de atenção e à medicação.
E é por isso que vos dou nota do acontecido. Esperando que sirva esta reclamação para que tal não ocorra novamente.
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Da escola: não querer ser professor
A minha licenciatura era vocacionada para o ensino - ensino de
português língua materna com sua gramática e literatura para as criancinhas e
adultos que frequentassem o ensino secundário em Portugal ou em português no
estrangeiro. Era a saída mais evidente ou a entrada no mercado de trabalho mais
direta do curso de Línguas e Literaturas Modernas, variante estudos
portugueses.
No meu ano havia 4 bons alunos, daqueles que se destacavam
mesmo pelas notas muito boas, pela noção de encantamento que nos devia causar
a leitura de um poema e pela capacidade de pensar e relacionar as matérias do
programa curricular com as demais matérias da vida.
Desses 4 alunos que se destacavam pela positiva num curso
vocacionado para o ensino, hoje nenhum é professor do ensino secundário em
Portugal. A Cláudia deixou os estudos literários a meio do curso para se
dedicar ao Conservatório de Teatro e hoje escreve e dirige peças de teatro
acutilantes e reconhecidas pela crítica. O Diogo seguiu para o Conservatório
depois da licenciatura e do convite para integrar o mestrado em Linguística e,
a última vez que o vi, era ator. O Pedro mestrou em literatura portuguesa,
constituiu uma escola de artes e escreveu já vários livros, o último
recentemente publicado, Despaís, é um
livro do caraças, isto é, um livro que todos os portugueses e todos os cidadão de países em crise deviam ler.
Quanto a mim, escolhi não ser professora por duas razões:
teria de estudar mais dois anos até poder exercer a profissão (um ano para
pedagógicas com exigência de presença diária, coisa impossível para mim que já
trabalhava, e um ano de estágio numa escola) e teria para sempre um mau patrão
(lembro-me de ter dito isto tal e qual). Era o ano da graça de 2001.
Desde há 12 anos, eu tive dois contratos de trabalho sem
termo, 2 anos de contrato com termo certo, com dois anos de desemprego
interpolados por recibos verdes. Fui enganada algumas vezes, tive de andar a
choramingar para conseguir cobrar muitas mais e a fazer trabalhos muito
diferentes do que a minha ocupação principal faz prever. Tive meses em que não
ganhei um tostão e outros em que ganhei tão mal que não chegou para as
despesas.
Nunca me arrependi da decisão de não ser professora. Porque
se fosse, tinha andado pelo país de mala às costas, ganhando uma ínfima parte
do dinheiro que já ganhei até hoje, reduzida para sempre ao estatuto de aluno Erasmus
cá dentro, dividindo casas com gente estranha, incapaz de construir uma família,
ou vendo os filhos crescer aos fins-de-semana, continuando a ler apenas no
comboio de regresso a casa, levando pancada da primeira mãe cujo filho eu
repreendesse, sendo gozada por profissionais medianos de outras profissões que
me diriam: ‘és professora porque não arranjaste mais nada para fazer?’ e não
conseguindo nem uma vez uma contratação por mais do que um ano, não por fim da
necessidade do meu trabalho, mas porque é assim o sistema, sendo alvo da
chacota dos alunos que eu sentisse a necessidade de chumbar porque as passagens
administrativas de multiplicaram ao extremo.
Eu acho estranho que um país não queira aproveitar para o
ensino da sua língua materna, da sua cultura, os seus melhores alunos. Como nós
os 4 deve haver mais mil que desistem de ensinar no liceu por motivos alheios à
docência. Mas pelos vistos sou só eu que acha estúpidas a vida dos professores,
as obrigações destes e a sua relação com a entidade patronal. Para o Ministério
da Educação tudo vai bem e não é de agora.
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segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Está tudo bem
É só para avisar que está tudo bem. Que o texto Os valores da fome fala de toda a gente, não fala de mim em particular. Simplesmente, mesmo estando em contraciclo - feliz no emprego, etc - e com menos medo do futuro continuo preocupada com o que se passa à minha volta.
Obrigada a todos os que se preocupam comigo!
Obrigada a todos os que se preocupam comigo!
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